Nesse dia em que vai escolher aquele que comandará os destinos do seu país por quatro anos, você já se perguntou qual é o seu perfil de eleitor? Tem certeza de quem você é, como eleitor(a)? Já se fez essa pergunta de natureza socrática?
Eleitor e eleitora, antes de colocar seu voto na urna, já refletiu, já está certo(a) quanto à escolha do candidato que merece o seu voto? Já perguntou a si mesmo(a) se você está verdadeiramente consciente da escolha feita? Entenda, para tanto, que sua responsabilidade, nesse momento, é única e se reveste de uma grandeza a exigir plena consciência da sua posição de homem ou mulher na sociedade.
Compreenda que seu voto significa sua aprovação de nomes de que o Brasil precisa para se tornar um país socialmente justo e solidário, capaz de combater a corrupção, os grandes males e vícios dos poderosos e a pobreza, mental e material, que tornam o nosso país uma das repúblicas mais atrasadas, do ponto de vista social e político.
Compreenda, por outro lado, que o seu voto também significa a desaprovação e censura a nomes que não úteis ao nosso país, nomes que já conhecemos e não contribuíram para o progresso de uma Nação que nos acostumamos a chamar de “país do futuro” e se encontra estagnado, um país de muitos homens públicos desmoralizados, um país com um Legislativo sem grandeza, um puxadinho do Executivo, incapaz de fiscalizar governantes descaradamente desonestos, um país de parlamentares, na sua maioria, sem compromisso com o progresso social e político.
Nosso Legislativo não fiscaliza, como deve; é um Poder de picuinhas, feito, na sua maioria, de parlamentares desprovidos de envergadura moral. Você, vai continuar votando neles?!
Mas temos um outro Poder, o Judiciário, cujo órgão de cúpula não cumpre o papel que a Constituição Federal lhe reservou. Um tribunal que eles dizem ser o guardião da própria Constituição e que hoje é formado por uma maioria de ministros desmoralizados em face de atos escancaradamente criminosos, e não são punidos por crimes de responsabilidade porque o Poder fiscalizador, Senado Federal, que devia promover contra eles o processo de “impeachment”, não cumpre a sua competência constitucional (art. 52, II, da CF).
Você não vota nos ministros que vão para o Supremo Tribunal Federal, o STF, mas o voto que você dá, para o governante central (presidente da República) e parlamentares federais do Senado, contribui, decisivamente, para o processo de escolha dos ministros do STF. O presidente da República indica esses ministros e eles são sabatinados e aprovados, ou não, pelo Senado Federal.
Notem, portanto, que a importância do seu voto, nesta data, se reveste de uma grandiosidade inigualável: você não vai escolher apenas o presidente da República que governará o país, e o senador e deputado federal que representarão você e o seu Estado no Congresso Nacional. Você também vai escolher quem votará na escolha dos ministros do STF, esse tribunal que abriga uma maioria de ministros que não cumprem mandamentos legais, desvirtuam a Constituição, ministros opiniáticos, – repita-se – na sua maioria, que rasgaram a Constituição e destruíram o Estado Democrático de Direito.
Entenderam a grande importância do seu voto?
Mas você é um eleitor que “vota no menos pior”, uma vez que não acredita mais nos homens públicos do Brasil? Então reflita sobre esse tipo de voto. Vale a pena votar no “menos pior”?! Qual é a diferença entre o “menos pior” e o “pior”?! Francamente, é quase zero. E, na prática, nenhuma diferença tem, uma vez que o “menos pior” é o candidato que ninguém sabe ao certo como irá se comportar, quando sentar na cadeira de presidente da República e precisar tratar de temas sérios e urgentes do país (segurança pública, sistema penitenciário, legislação penal que não favoreça bandidos de gravata e o crime organizado, escola pública, saúde pública e um SUS com filas quilométricas e péssimo atendimento médico, sistema previdenciário, sistema tributário etc.), ou quando lhe couber, como parlamentar, a oportunidade de votar matérias de real interesse para o país.
Não venho aqui para indicar nenhum candidato, seja para um cargo majoritário ou não. Venho aqui para lembrar a você de que deve ser consciente no momento de fazer a escolha na urna eletrônica. Não venda seu voto; não macule o seu direito de votar. Pense no Brasil do futuro, e pense nos seus filhos e na sociedade. Pense no seu Estado, na sua cidade, no seu bairro, na sua comunidade onde vive o seu dia a dia; e pense, acima de tudo, no seu país. Procure entender o significado do seu país na sua vida e na vida dos seus filhos.
Seja proativo, contribua para o desenvolvimento do seu país. Tenha em mira que, os corruptos e/ou desonestos, aqueles que já conhecemos e sabemos que têm contas a pagar na Justiça, não são confiáveis, não merecem o voto.
Temos, por exemplo, um governante que já foi condenado em três instâncias, um governante que não foi absolvido pelo STF, mas lastimavelmente teve seus julgamentos anulados em razão de pontuais filigranas processuais, e que tal não teria ocorrido em um país sério, aplicador da lei material, como a Alemanha, a Inglaterra e os EUA.
Temos também quem já foi processado por “rachadinhas”, denunciado pelo Ministério Público e o processo não foi avante por filigranas processuais; e sobre ele pesam outras acusações que não o recomendam como homem público; e temos, por fim, aqueles que não foram condenados, mas todos sabemos que são corruptos e não passam de canalhas.
Estejam certos, porém, de que, na lista de presidenciáveis, tempos nomes aceitáveis, que podem conduzir o Brasil a um futuro promissor. Um ou outro já foi testado em cargo público, e há até quem precise ser testado.
Vote, não deixe de usar o direito de escolher quem deve governar e representar o povo, a sociedade. Dizia Platão, na Grécia Antiga, em tradução livre: “Uma das consequências de se recusar a participar da política é acabar sendo governado por seus inferiores“. A tradução literal é: “O maior dos castigos consiste em ser governado pelo mais indigno (“A República”, Livro I, seção 347c), texto traduzido para o português das “Obras Completas” de Platon, segunda edicion, 1969, Ed. Aguilar, pág. 678, texto em língua espanhola, traduzido do grego por Jose Antonio Miguez.
Mas tenha sempre em mente que precisa escolher o melhor candidato e não o “menos pior”, pois já advertia John Quincy Adams (1767-1848), sexto presidente dos Estados Unidos: “Vote sempre por princípios, mesmo que vote sozinho, e você poderá acalentar a doce certeza de que seu voto nunca será perdido”.
Para quem não sabe quem foi John Quincy Adams, cabe lembrar que Dean Keith Simonton, professor de psicologia da Universidade da Califórnia em Davis, revelou que John Quincy Adams tem o mais alto QI, 165, de todos os 47 (quarenta e sete) presidentes norte-americanos da história > chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.acsu.buffalo.edu/~jcampbel/documents/SimontonPresIQ2006.pdf >. Consta que Adams falava oito línguas estrangeiras (holandês, francês, alemão, grego, italiano, latim, russo e espanhol) e continua sendo o único presidente dos EUA que conseguia conversar em russo > https://potus.com/presidential-facts/foreign-languages/ >.
Agora, vote certo, não apenas para o seu próprio bem, e o bem da sua família; mas pensando, sobretudo, no bem do seu país, o Brasil, que ainda poderá ser um grande país!
